Womb Twin - Portugal

Gémeos singulares são pessoas que partilharam parte da sua vida intra-uterina (na maioria das vezes apenas umas semanas) com um ou mais irmãos ou irmãs gémeos idênticos ou fraternos que não chegaram a nascer. O segredo mais bem guardado até hoje é que o pequeno embrião já tem consciência, já guarda memória.

HAVERÁ PESSOAS GÉMEAS NASCIDAS SINGULARES QUE SOFREM TODA A SUA VIDA, COMO CONSEQUÊNCIA DESSA PERDA DO SEU COMPANHEIRO INICIAL?

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Conferência anual Womb Twin, Londres/2011



Vai realizar-se mais uma vez o encontro anual da Associação Wombtwin.com. Para participar basta ir ao site e fazer a inscrição on-line. Vale a pena conhecer pessoalmente as pessoas que connosco partilham das mesmas vivências e sensações!

domingo, 12 de junho de 2011

Cansaço



Por trás do espelho quem está
De olhos fixados no meus?
Alguém que passou por cá
E seguiu ao Deus dará
Deixando os olhos nos meus.

Quem dorme na minha cama
E tenta sonhar meus sonhos?
Alguém morreu nesta cama
E lá de longe me chama
Misturado nos meus sonhos.

Tudo o que faço ou não faço
Outros fizeram assim
Daí este meu cansaço
De sentir que quanto faço
Não é feito só por mim.

Autor:Luís de Macedo

segunda-feira, 6 de junho de 2011

o vazio é insuportável



Na vida adulta o gémeo singular procura repetidamente situações que lhe façam recordar aquele estado de sofrimento que ele tem guardado na sua mais recôndita memória: a sensação de vazio e de falta, aqui tão bem descrita nesta música sobre a "falta de ar". Como se a ausência do Outro conduzisse à impossibilidade física de viver.

E é surpreendente esta letra:



  • ela duvida se morrerá antes de acordar, por tê-lo perdido;

  • sem ter querido partir, o coração do OUTRO pára, deixa de bater...

  • o OUTRO sente-se igualmente só, sem saber como fazê-la entender isso...

  • ela sente-se SÓ por estar apenas consigo...

  • o mundo deles gira à volta um do outro...

  • eles estão nas águas profundas...

  • sem o OUTRO ela não consegue respirar...

  • ele flutua até ela, não existe força da gravidade...

  • e, no final, para seu espanto, mesmo sozinha, ela continua viva por dentro; ela sobrevive apesar de aparentemente não conseguir respirar...

hmmm...
:-)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

3º Aniversário



Eu
Salomé
Alma Gémea de ti
Sebastião José
Siameses
Separados
Soltos
Sós
Sempre



Poema dedicado a um amigo do coração,escrito em 1987, para comemorar o 3º aniversário deste blog que se celebra hoje.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Luto



O let me weep, for ever weep,
My Eyes no more shall welcome Sleep;
I'll hide me from the sight of Day,
And sigh, and sigh my Soul away.
She's gone, she's gone, her loss deplore;
And I shall never see her more.

Oh deixem-me chorar para sempre,
Os meus olhos não quererão mais dormir;
Eu me esconderei da vista do dia,
E suspiro, e suspiro a minha alma até ao fim.
Ela partiu, ela partiu, lamentável perda;
E eu nunca mais a verei.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O Principezinho

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos”. Diz a raposa ao Principezinho. A história O Principezinho foi escrita por um homem, Antoine de Saint- Exupéry que, desde criança, nunca se sentiu compreendido. Em pequeno o seu maior desejo era poder voar. Quando cresceu tornou-se aviador, voava por cima de montes e vales, oceanos e desertos; ele queria ver os problemas dos homens de cima, de uma perspectiva diferente; e foi no ar que desapareceu para sempre. A partir desta perspectiva do alto o escritor criou uma das obras literárias mais divulgadas da história: "O Principezinho", foi traduzido para mais de 200 línguas e dialectos diferentes, tendo tido centenas de edições, em livro, em banda desenhada e em filme. A história conta as aventuras de um rapazinho que, vindo de um planeta distante, aparece ao autor enquanto este tentava sobreviver a um grave acidente: encontrava-se perdido no deserto com o seu avião avariado. Este rapaz fala-lhe do que viveu e observou até encontrar o autor, da sua busca de compreender os adultos, e de entender qual a melhor maneira de proteger o seu planeta onde deixara a sua flor tão amada. Tendo encontrado o que procurava, o principezinho precisa de voltar para o seu planeta, optando pela morte para poder partir. No dia seguinte a ter sido picado mortalmente pela sua amiga serpente o autor é surpreendido pelo desaparecimento também do seu pequeno corpo. Profundamente tocado por aquele encontro, o autor relata uma despedida plena de emoção. A recordação do seu pequeno principe jamais o deixará... É uma história que fala do vínculo de amor e, essencialmente, de saudade.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Relato de um menino

Há pouco tempo uma amiga brasileira enviou-me este relato a propósito do que lhe contou o filho de uma amiga dela, de três anos:
"Naquele dia ele ficou dizendo que estava com saudades da Dália...
-Mas quem é Dália, filho?
- Minha prima.
-É? Filha de quem?
-Sua, mamãe. Ela era minha irmã. Ela morreu.
-É mesmo, filho? Quando?
-Quando eu era muito pequenininho. A gente brincava de ficar nadando no mar. Aí eu fui crescendo ela foi ficando pequenininha, bem velhinha e morreu. Agora ela mora dentro do meu coração, que nem a vovó."