Womb Twin - Portugal

Gémeos singulares são pessoas que partilharam parte da sua vida intra-uterina (na maioria das vezes apenas umas semanas) com um ou mais irmãos ou irmãs gémeos idênticos ou fraternos que não chegaram a nascer. O segredo mais bem guardado até hoje é que o pequeno embrião já tem consciência, já guarda memória.

HAVERÁ PESSOAS GÉMEAS NASCIDAS SINGULARES QUE SOFREM TODA A SUA VIDA, COMO CONSEQUÊNCIA DESSA PERDA DO SEU COMPANHEIRO INICIAL?

Mostrar mensagens com a etiqueta saudade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta saudade. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Gilka Machado

SAUDADE

De quem é esta saudade
que meus silêncios invade,
que de tão longe me vem?

De quem é esta saudade,
de quem?

Aquelas mãos só carícias,
Aqueles olhos de apelo,
aqueles lábios-desejo...

E estes dedos engelhados,
e este olhar de vã procura,
e esta boca sem um beijo...

De quem é esta saudade
que sinto quando me vejo?

Gilka Machado
(in Velha poesia, 1965)


"Nesta ausência que me excita, tenho-te, à minha vontade, numa vontade infinita...
Distância, sejas bendita! Bendita sejas, saudade!"

Gilka Machado

sexta-feira, 18 de março de 2011

O Principezinho

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos”. Diz a raposa ao Principezinho. A história O Principezinho foi escrita por um homem, Antoine de Saint- Exupéry que, desde criança, nunca se sentiu compreendido. Em pequeno o seu maior desejo era poder voar. Quando cresceu tornou-se aviador, voava por cima de montes e vales, oceanos e desertos; ele queria ver os problemas dos homens de cima, de uma perspectiva diferente; e foi no ar que desapareceu para sempre. A partir desta perspectiva do alto o escritor criou uma das obras literárias mais divulgadas da história: "O Principezinho", foi traduzido para mais de 200 línguas e dialectos diferentes, tendo tido centenas de edições, em livro, em banda desenhada e em filme. A história conta as aventuras de um rapazinho que, vindo de um planeta distante, aparece ao autor enquanto este tentava sobreviver a um grave acidente: encontrava-se perdido no deserto com o seu avião avariado. Este rapaz fala-lhe do que viveu e observou até encontrar o autor, da sua busca de compreender os adultos, e de entender qual a melhor maneira de proteger o seu planeta onde deixara a sua flor tão amada. Tendo encontrado o que procurava, o principezinho precisa de voltar para o seu planeta, optando pela morte para poder partir. No dia seguinte a ter sido picado mortalmente pela sua amiga serpente o autor é surpreendido pelo desaparecimento também do seu pequeno corpo. Profundamente tocado por aquele encontro, o autor relata uma despedida plena de emoção. A recordação do seu pequeno principe jamais o deixará... É uma história que fala do vínculo de amor e, essencialmente, de saudade.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Relato de um menino

Há pouco tempo uma amiga brasileira enviou-me este relato a propósito do que lhe contou o filho de uma amiga dela, de três anos:
"Naquele dia ele ficou dizendo que estava com saudades da Dália...
-Mas quem é Dália, filho?
- Minha prima.
-É? Filha de quem?
-Sua, mamãe. Ela era minha irmã. Ela morreu.
-É mesmo, filho? Quando?
-Quando eu era muito pequenininho. A gente brincava de ficar nadando no mar. Aí eu fui crescendo ela foi ficando pequenininha, bem velhinha e morreu. Agora ela mora dentro do meu coração, que nem a vovó."