Womb Twin - Portugal

Gémeos singulares são pessoas que partilharam parte da sua vida intra-uterina (na maioria das vezes apenas umas semanas) com um ou mais irmãos ou irmãs gémeos idênticos ou fraternos que não chegaram a nascer. O segredo mais bem guardado até hoje é que o pequeno embrião já tem consciência, já guarda memória.

HAVERÁ PESSOAS GÉMEAS NASCIDAS SINGULARES QUE SOFREM TODA A SUA VIDA, COMO CONSEQUÊNCIA DESSA PERDA DO SEU COMPANHEIRO INICIAL?

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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Programa sobre gémeos na BBC

Está a decorrer na BBC, 15 minutos por dia durante esta semana, uma série de cinco programas sobre gémeos. (http://www.bbc.co.uk/iplayer/console/b0145x7w).

No episódio de hoje, o segundo dos cinco, Edi Stark observa os sentimentos dos gémeos que perdem o seu irmão ou irmã gémeo/a, para muitos o companheiro ideal. Como lidam os gémeos sobreviventes com a morte dos seus irmãos?

Algumas citações:
"Como poderia eu existir sem ela? É que eu não sou uma pessoa singular... Eu não fui concebida para viver sem a minha irmã gémea idêntica... Sinto arrepios só de pôr a hipótese... é como um pesadelo, um verdadeiro pesadelo... " (gémea que não perdeu a irmã)

"Quando o nosso gémeo morre temos que reconstruir a nossa vida, temos que reconstruir a nossa identidade."(irmão gémeo faleceu já adulto)

"Eu penso que nunca voltamos a estar tão próximo de alguém na vida como quando estamos no útero materno. E com certeza que enquanto crescia, sempre senti a minha gémea como uma parte de mim próprio, sempre comigo." (irmã gémea morta à nascença)

"A morte é um tabu para irmãos gémeos!"

sexta-feira, 18 de março de 2011

O Principezinho

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos”. Diz a raposa ao Principezinho. A história O Principezinho foi escrita por um homem, Antoine de Saint- Exupéry que, desde criança, nunca se sentiu compreendido. Em pequeno o seu maior desejo era poder voar. Quando cresceu tornou-se aviador, voava por cima de montes e vales, oceanos e desertos; ele queria ver os problemas dos homens de cima, de uma perspectiva diferente; e foi no ar que desapareceu para sempre. A partir desta perspectiva do alto o escritor criou uma das obras literárias mais divulgadas da história: "O Principezinho", foi traduzido para mais de 200 línguas e dialectos diferentes, tendo tido centenas de edições, em livro, em banda desenhada e em filme. A história conta as aventuras de um rapazinho que, vindo de um planeta distante, aparece ao autor enquanto este tentava sobreviver a um grave acidente: encontrava-se perdido no deserto com o seu avião avariado. Este rapaz fala-lhe do que viveu e observou até encontrar o autor, da sua busca de compreender os adultos, e de entender qual a melhor maneira de proteger o seu planeta onde deixara a sua flor tão amada. Tendo encontrado o que procurava, o principezinho precisa de voltar para o seu planeta, optando pela morte para poder partir. No dia seguinte a ter sido picado mortalmente pela sua amiga serpente o autor é surpreendido pelo desaparecimento também do seu pequeno corpo. Profundamente tocado por aquele encontro, o autor relata uma despedida plena de emoção. A recordação do seu pequeno principe jamais o deixará... É uma história que fala do vínculo de amor e, essencialmente, de saudade.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

EU SOU NUVEM PASSAGEIRA

Mais uma canção que dá voz ao gémeo perdido... (assim como a que foi referida no dia 11 deste mês)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Vizinhos de Útero

Histórias de gémeos adultos vivos, a sua relação, as suas alegrias e tristezas

Vizinhos de Útero é um blog criado por Jemima Pompeu, uma brasileira de São Paulo, a gémea da esquerda na foto.
Hoje ambas têm 41 anos, no entanto na sequência do caminho que a sua vida tem levado no que respeita à sua irmã, Jemima entende o sofrimento dos gémeos singulares.

Neste relato Jemima explica-nos gentilmente o que a levou a criar o seu blog (para conhecer toda esta história clique aqui, e veja uma entrevista sua):

Somos gêmeas bivitelinas e na infância éramos muito unidas, tínhamos sintonia e cumplicidade. Mas, na adolescência ela aproveitou a oportunidade para morar com meu irmão nos Estados Unidos e eu escolhi ficar.
A partir daí, perdemos aquela sincronia gemelar. Naquela época não tinha internet. Nosso contato era raro. Aos 21 anos ela voltou noiva, eu já estava casada. Tanto ela quanto eu - éramos pessoas diferentes. A vida tinha mudado muito para ambas. Logo em seguida ela casou e eu me separei. Com o divórcio decidi morar no Paraná e ela ficou em São Paulo. Então, não tivemos mais a oportunidade de conviver. Não tínhamos mais assuntos comuns para compartilhar, não tivemos interesse em acompanhar uma a vida da outra. Quando voltei pra São Paulo em 2006, ela tinha se mudado com o marido e filhas para Miami. Nossa vida é marcada por desencontros.
Durante muitos anos eu não entendia essa distância emocional, essa enorme lacuna que ela deixou em mim. Mas hoje eu compreendo que não foi intencional nem proposital.
Eu a amo incondicionalmente, mesmo tendo uma relação superficial. Não é porque não falamos o mesmo “idioma” que devemos cultivar mágoas. Não há rancor.
E justamente por estar liberta deste conflito, senti-me preparada para criar o Vizinhos de Útero e compartilhar minha história com os demais gêmeos.
Consulte também http://www.vizinhosdeutero.blogspot.com/, ou em Twitter: @vizinhosdeutero


E no cabeçalho do seu blog Jemima escreve:
Você procura seu irmão (a) gêmeo (a)? Envie sua história por e-mail e deixe seus contatos. Seu recado é postado aqui, em 'PROCURO-ME'. Afinal, quem procura um irmão gêmeo, procura parte de si mesmo.

terça-feira, 11 de maio de 2010

DJ Encore - On Your Own

Apesar de mais raras, podemos encontrar em manifestações artisticas de diversos tipos, nomeadamente na música, algumas referências ao sentir do gémeo perdido, daquele que se foi, do que desistiu do sonho de viver, daquele que decidiu partir para deixar espaço ao seu irmão sobrevivente.

Esta música e letra de DJ Encore (a primeira música da lista a tocar aqui no blog), tão emocional e melancólica, descreve uma comovente despedida.
Reparem na inevitabilidade do adeus apesar do vínculo amoroso... reparem no sublinhado...


A menininha que procuras já cá não está. Não lhe podes chegar, está fora da vista; desaparece lentamente na escura noite vazia onde costumávamos estar deitados; enquanto tu dormes eu sussurro-te: Adeus.
Porque nada permanece igual para sempre. Eu gostava de poder mudar por ti.

Vá, deixa-me
enquanto ainda podes, continua sem mim, tens que entender, é assim que eu sou. Por isso, boa noite, meu amor, agora ficas sozinho. Agora ficas sozinho.
A menininha que costumava dizer: eu nunca te deixarei, mudou de ideias, acordou do seu sonho sem fim. E no lugar escuro e vazio onde costumamos ir, quando hoje é ontem, saberemos que nada permanece igual para sempre. Eu gostava de poder mudar por ti.

Vá, deixa-me enquanto ainda podes, continua sem mim, tens que entender, é assim que eu sou. Por isso, boa noite, meu amor.
Espero que te sintas melhor, e talvez um dia possas entender, que nós estamos sós -juntos. Oh, meu amor, não fiques como eu…

Vá, deixa-me, continua sem mim enquanto ainda podes. Tens que entender é assim que eu sou, por isso, boa noite, meu amor, agora ficas sozinho. Agora estás sozinho.