Womb Twin - Portugal

Gémeos singulares são pessoas que partilharam parte da sua vida intra-uterina (na maioria das vezes apenas umas semanas) com um ou mais irmãos ou irmãs gémeos idênticos ou fraternos que não chegaram a nascer. O segredo mais bem guardado até hoje é que o pequeno embrião já tem consciência, já guarda memória.

HAVERÁ PESSOAS GÉMEAS NASCIDAS SINGULARES QUE SOFREM TODA A SUA VIDA, COMO CONSEQUÊNCIA DESSA PERDA DO SEU COMPANHEIRO INICIAL?

terça-feira, 14 de julho de 2009

Nas palavras de Jorge Palma

São dez canções de Jorge Palma onde se pode ler nas entrelinhas, e não só, a sua vivência de gémeo sobrevivente. Obrigada Jorge, pela lucidez de sentimentos e parabéns pela coragem de os gritares ao vento!

Eternamente tu (A DOIS NO VENTRE MATERNO)
O tempo não sabe nada, o tempo não tem razão, o tempo nunca existiu, o tempo é nossa invenção.
Se abandonarmos as horas não nos sentimos sós, meu amor, o tempo somos nós.
O espaço tem o volume da imaginação, além do nosso horizonte existe outra dimensão.
O espaço foi construído sem princípio nem fim, meu amor, tu cabes dentro de mim.
O meu tesouro és tu, eternamente tu.
Não há passos divergentes para quem se quer encontrar.
A nossa história começa na total escuridão, onde o mistério ultrapassa a nossa compreensão.
A nossa história é o esforço para alcançar a luz …




(FUSÃO)
Só por existir, só por duvidar, tenho duas almas em guerra e sei que nenhuma vai ganhar.
Só por ter dois sóis, só por hesitar, fiz a cama na encruzilhada
e chamei casa a esse lugar.
E anda sempre alguém por lá junto à tempestade, onde os pés não têm chão e as mãos perdem a razão.
Só por inventar, só por destruir, tenho as chaves do céu e do inferno...






Encosta-te a mim (SAUDADE)

Encosta-te a mim, nós já vivemos cem mil anos… Chegada da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver, em nome da terra, no fundo p´ra te merecer, recebe-me bem, não desencantes os meus passos, faz de mim o teu herói…
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo, o que não vivi, hei-de inventar contigo, sei que não sei às vezes entender o teu olhar mas quero-te bem…
…Vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal…







Uma vez (SEPARAÇÃO)
…Uma vez era o rei e o bobo, separaram-se até mais ver, mas não deixaram de se corresponder.
Uma vez era o belo e o monstro, também esses fizeram planos de nunca mais deixarem de se entender.
Conheço alguém de quem mal me consigo lembrar. Abençoado quem tem quem de vez em quando o venha visitar …







Yogy Pijama (FALTA)

Buscando sem saber bem o quê, perdido como quem não vê, calado como quem não tem resposta para quem o chama, desesperado, como quem por ter medo da desilusão não ama.
Se deixas apagar a chama, estás virado para o desastre.
Como uma vela sem mastro, ou um barco sem leme, condenado a andar à toa conforme o vento lhe dá, ao sabor da corrente …






Finalmente a sós (TRISTEZA)
Antes de teres aberto o bar, antes de teres mirado o rio, eu era alguém ás costas de outro alguém. Trouxeste mais contradições, trouxeste mais opiniões, e agora sou mais outro zé ninguém. Finalmente só, finalmente a sós.
Quando eu já estava a sossegar, quando eu já estava a adormecer, vi-te dançar e a minha paz morreu...
Odeio a luz do teu olhar quando não brilha só pra mim, pensei que fosses um brinquedo meu...





Há tanto tempo espero por ti (FANTASIA)
Há tanto tempo espero por ti na solidão do meu lugar vem aquecer-me a cama, traz flores p’ró jantar.
Sempre habitaste o meu coração, és a razão do meu fervor, mas não te vejo a cara, não sinto o teu calor.
Podes contar ao mundo como eu te procurei, quando eu me for embora, diz que te encontrei.
Mesmo que tu não sejas real, ou sejas quem eu não previ, hei-de inventar-te sempre, hei-de esperar por ti.







Ao meu encontro na estrada (ABANDONO)

Disseste que vinhas e não chegaste, mudaste de planos, ok
Mas isso deitou-me tão abaixo, espero que tenhas pensado bem, estou triste que só eu sei preciso de alguém…
E agora toca a arranjar o buraco que eu tenho no coração…
Pensei tanto em ti que não calculas, de manhã, à tarde e ao anoitecer…







Lobo malvado (CULPA)
Eu fui um lobo malvado, entrei em casa da avozinha e instalei-me na caminha contigo a meu lado.
Depois mostrei-te a cozinha, fiz-te passar um mau bocado com medo de ficar sozinho…
És bem vinda, amor …
Mais tarde soltei a fera, mostrei-te o meu corno penetrante, com ele espetei contigo na rua …




Balada de um estranho

(CONFUSÃO/CULPA)
Há qualquer coisa que não bate certo, há qualquer coisa que deixaste pr’a trás em aberto, qualquer coisa que te impede de te veres ao espelho nu, e não podes deixar de sentir que o culpado és tu…
Sentes que perdeste o teu centro e de repente descobres que chegou a hora de olhares para dentro.
Porque há qualquer coisa que não bate certo, qualquer coisa que deixaste para trás em aberto, qualquer coisa que te impede de te veres ao espelho nu e não podes deixar de sentir que o culpado és tu…

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Eu sou Eu

Este é o testemunho de uma colega alemã que amavelmente me enviou a sua história. Um comovente relato do caminho percorrido por uma sobrevivente de quadrigémeos para recuperar o sentido da sua vida.

"Agora sim, ao fim de todos estes anos, posso dizer que estou bem. Fiz um grande caminho até aqui, uma caminhada de buscas e de tentativas.
Experimentei muitas terapias, e nunca entendi o que se passava comigo. Não havia ninguém que me explicasse porque eu não aguentava a proximidade, porque não queria nenhuma relação, porque não conseguia lidar com as pessoas, pelo que também não tinha amigos. Não havia quem me pudesse ajudar a pôr todas as minhas facetas sob um denominador comum. A minha grande dificuldade era de me encontrar a mim própria no meio de todas aquelas facetas de mim mesma.

Em pequena pensava muitas vezes que tinha uma irmã gémea. Por vezes até sonhava com ela. Naquela altura imaginava que os meus pais tinham dado uma das gémeas a criar a outra família, ou então se eu teria sido adoptada pelos meus pais, enquanto a minha irmã gémea tinha sido entregue a outras pessoas. Quando cresci compreendi que isso nunca poderia ter acontecido, os meus pais não eram o tipo de pessoas.

Com o passar dos anos deixei de pensar nestas coisas; ia vivendo a minha vida com todas as suas especificidades, as dificuldades e a dor constante. Passei por muitas terapias, li muitos livros de auto-ajuda, procurei respostas espirituais, que nunca me satisfaziam profundamente. Por vezes melhorava, algo se alterava nas dificuldades que sentia, mas nunca me chegava a sentir realmente bem.

Até que encontrei o tema dos gémeos sobreviventes. Nessa altura pôs-se em marcha em mim uma onda que ainda hoje tenho dificuldade em descrever. Finalmente tinha encontrado uma resposta para todos os meus problemas, uma resposta a todas as minhas dúvidas. As emoções que eu, já com 50 anos de idade, senti naquela altura tiveram uma dimensão indescritível.

Nessa altura soube que tinha tido uma irmã no ventre da minha mãe, o que ficou confirmado por cartas que encontrei depois dos meus pais já terem falecido. Aos poucos comecei a integrar a minha irmã, e o seu desaparecimento na minha vida. Não foi fácil. Primeiro veio a tristeza e a raiva, depois a culpa, e depois mais raiva e o desespero; foi uma fase de caos emocional.

Fiz muitos exercícios para integrar todos estas vivências, aconselhados pelos diversos terapeutas, mas havia algo que continuava a não bater certo. Por exemplo no exercício em que temos que pegar numa almofada e senti-la como se fosse o nosso gémeo, eu sentia sempre uma certa irritabilidade. Do mesmo modo, quando me pediam para imaginar a minha irmã gémea perto de mim, para lhe dar a conhecer a minha vida com todos os pormenores, foi-me impossível fazê-lo durante mais do que dois dias, sob risco de entrar numa depressão profunda. Depois de conversas várias, também no fórum da
Evelyne Steinemann, chegou um momento em que tomei consciência de que afinal havia lá mais alguém! Passei então a entender que tinha tido duas irmãs comigo no ventre da minha mãe, e logo me senti melhor. O facto de eu não me conseguir decidir quanto ao nome a dar à minha irmã gémea (estava sempre indecisa entre dois) também encaixou perfeitamente. Agora cada uma tinha o seu nome. E pensei que finalmente estava tudo bem.

Mas ao fim de algum tempo voltou a levantar-se um desconforto. Tinha a dúvida se uma das irmãs não seria afinal do sexo masculino. Não sei dizer como me surgiu esta ideia, foi um sentimento que apareceu em mim. Também o facto de eu ter um lado bastante masculino em mim me levaram a pensar se não teria tido um irmão gémeo. Tudo isto não aconteceu de repente, foram cerca de dois anos durante os quais eu fui ouvindo os meus sentimentos e sentindo os sinais.

Durante algum tempo deixei-me ficar nessa "confusão" de não saber se teria tido um irmão e uma irmã gémeas ou não, pois não me sentia bem com a ideia de transformar assim sem mais nem menos uma das irmãs em irmão. Até que numa constelação familiar vi que afinal éramos quadrigémeos. Aí sim, tudo fez sentido. Foi uma sensação maravilhosa, eu com as minhas duas irmãs e o meu irmão gémeo.
Finalmente compreendi porque tenho a estranha mania de contar sempre até quatro: 1-2-3-4, 1-2-3-4. Sempre fiz isto quando não conseguia dormir, ou quando estava sob stress. É uma maneira de me acalmar... estaria a contar-nos a nós quatro!

Com a consciência da existência deles senti-me realmente bem.
Passei a integrar os meus múltiplos na minha vida e era como se eu já não os sentisse à minha volta, era como se eu tivesse passado a representar-nos a todos os quatro. Nessa altura eu dizia muitas vezes: eu sou quatro. Eu tinha quatro profissões em simultâneo, e sentia-me bem exercendo-as a todas, como se estivesse a viver as suas vidas em paralelo com a minha.

Até que um dia me apercebi de que não podia ser assim: eu não sou quatro, eu sou uma só pessoa. EU SOU SIMPLESMENTE EU!!
Isto ainda não foi assim há tanto tempo atrás. Eu estava a ler um livro que dizia que cada pessoa é um ser único e incomparável e que cada um deve viver a sua vida do modo que melhor lhe convier; e que cada ser humano que nasce neste planeta vem ao mundo com uma missão muito própria. Foi aí que se fez um clique em mim. Foi um momento muito bonito em que percebi que Eu sou eu!

Dos meus quadrigémeos herdei qualidades que me caracterizam a mim, e agradeço-lhes muito por isso porque daí me vem a versatilidade. Mas não deixo de ser EU. Eu não estou a representar os meus irmãos gémeos, porque eles estão no outro mundo. Esse é o seu lugar e é lá que eles estão bem. Mas eles só podem ficar em paz quando eu me encontrar na minha vida neste mundo. E só sabendo que EU SOU EU é que eu posso estar realmente a viver a minha vida.
"

Nana, 52 anos
Ergo-terapeuta, tradutora, vendedora imobiliária, dona de casa.

Trabalho com gémeos solitários em Barcelona

"O tema dos gémeos mortos e dos gémeos sobreviventes é pouco conhecido pelo público e ignorado no mundo terapêutico. Esta falta de reconhecimento causa muito sofrimento às pessoas afectadas. Sentimentos persistentes de solidão, tristeza, culpa e anseio por algo que falta podem ter aí a sua origem." A necessidade de divulgar informações básicas sobre factos e consequências biológicas na vida dos gémeos solitários levaram Peter Bourquin a criar um espaço próprio no seu site de constelações familiares. Este terapeuta de abordagem gestalt integral tem, devido à sua história pessoal, um especial interesse na questão dos gémeos sobreviventes.
Peter Bourquin oferece duas vezes por ano, uma oficina exclusiva para aqueles que sabem ou sentem que iniciaram a sua viagem para a vida acompanhados de irmãos gémeos ou múltiplos, e que procuram formas de cura. Para participar, é necessária uma entrevista prévia. As próximas datas agendadas são: 10/12 outubro 2009 e 23-25 abril 2010 (Facilidadores: Peter Bourquin e Carmen Cortés)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Terapia para crianças

Estamos a organizar um grupo de suporte para crianças meias-gémeas entre os 3 e os 10 anos de idade. A proposta é do tipo da arte-terapia, de trabalhar com elas através da expressão artística, com o objectivo de as ajudar a expressar e a definir para si próprias com mais clareza o que são os seus sentimentos em relação à perda do seu irmão ainda no útero materno ou na altura do nascimento.
Este será um grupo de trabalho piloto, em que iremos afinar modos de actuar e que queremos seja de partilha e entre-ajuda também para os pais.
Para já temos previstos estes encontros em Aveiro, mas não excluímos a possibilidade de fazer depois outros grupos noutras cidades do país.
Quem estiver interessado em participar neste primeiro grupo experimental pode entrar em contacto connosco para o grupo Yahoo ou, caso não esteja já inscrito, através do botão de acesso que está do lado direito mais a baixo neste blog.

Sobreviver a irmãos idênticos, fraternos ou múltiplos?

Com base nas já mais de quatrocentas respostas ao seu inquérito on-line, a que poderão aceder a partir deste blog (canto superior direito) Althea Hayton destingue as características psicológicas de sobreviventes de gémeos fraternos ou idênticos ou múltiplos:

Gémeos Fraternos (dizigóticos ou falsos)
Os gémeos desenvolvem-se a partir de dois zigotos separados. Se um deles morre o sobrevivente fica “à procura de alguém lá fora”. O gémeo sobrevivente de gémeos fraternos sente-se:
Abandonado. Sempre com saudades (do seu gémeo).

Gémeos Idênticos (monozigóticos ou verdadeiros)
Formam-se a partir de um só zigoto que se dividiu em duas entidades distintas nas primeiras duas semanas de gestação. Se um deles morre o sobrevivente fica “à procura de alguém cá dentro”. Quanto mais tarde se dá a divisão do zigoto mais doloroso é o processo emocional de sobrevivência do gémeo sobrevivente. O gémeo sobrevivente de gémeos idênticos sente-se:
Internamente dividido. Totalmente absorvido pela imagem de si próprio.
Múltiplos (em quaisquer combinações)
Mais de dois embriões resultam de:
• Um ou mais pares de gémeos idênticos, formados a partir de um único zigoto.
• Formação de vários zigotos individualizados fecundados.
• Dois Zigotos: um que se divide em dois gémeos idênticos e o outro desenvolve-se normalmente. O sobrevivente de múltiplos sente:
Sempre sozinho entre amigos. Quer curar/salvar o mundo.”
Talvez com estas indicações lhe seja mais fácil sentir se o seu gémeo falecido era idêntico ou fraterno, ou se haviam mais que dois de vocês na barriga da sua mãe.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Althea em Portugal

Althea Hayton esteve nos passados dias 24 a 26 de Abril em Portugal para uma palestra e dois workshops de apresentação do tema dos Gémeos Sobreviventes ao público português. Foram dias carregados de emoções, em que tivemos a possibilidade de aprender com Althea, com a sua experiência e sabedoria e aproveitar da sua alegria jovial, daquela sua fervilhante energia criativa. (mais sobre a visita da Althea aqui).

Aqui na zona norte Althea transmitiu a mensagem numa palestra com a presença de 12 adultos e 5 crianças na noite de sexta-feira 24, todos de algum modo envolvidos no tema, que acabou com uma deliciosa sopa e pão macrobiótico. No sábado fizemos um workshop de quatro horas com um pequeno grupo de quatro gémeos sobreviventes. Com alguns exercícios simples de toque corporal as pessoas entraram em contacto com os seus sentimentos, e reconheceram imediatamente como a perda dos seus gémeos os fazia sentir.

Em Carcavelos, no Essência do Ser, tivemos um grupo maior para o workshop de quatro horas e o tempo foi curto para conseguir chegar a todos os dezassete participantes. Althea apresentou a informação que recolheu sobre o modo como se geram os gémeos e como se dá o desaparecimento de um deles, e depois passou ao trabalho prático com os participantes que se agruparam-se de acordo com o que preferencialmente sentiam:

  • o vazio: renegar a necessidade de reencontrar a/o saudosa/o irmã/o voltando ao sofrimento, ao Buraco Negro.
  • a solidão: não ficar sozinho no sofrimento, aceitar a ajuda dos amigos.
  • a luta (pela vida): libertar-se da energia Beta (identificação com o gémeo perdido), e fazer o caminho para a força de vida da energia Alfa (do próprio sobrevivente).
  • a rejeição: deixar de esperar pela resposta que nunca virá, fazer a despedida.
Como conhecemos um grande número de pessoas muito interessadas no tema , estamos já a planear uma segunda vinda de Althea a Lisboa para o final do ano! A seu tempo darei mais pormenores.


Como puderam já constatar pela renovação da imagem e o novo nome deste blog, toda esta actividade trouxe muita inovação.

Assim pensámos que fazia sentido criarmos um dia uma associação sem fins lucrativos congénere da Wombtwin.com em Portugal, como que uma irmã gémea da Associação que Althea criou em Londres para podermos organizar-nos em termos de estruturas de apoio a gémeos sobreviventes e pormos os nossos próprios projectos em marcha. Estamos a pensar chamar-lhe Wombtwin.pt - Associação de Gémeos Sobreviventes de Gestações Gemelares ou Múltiplas.

Temos agora também um fórum de discussão no Yahoo, para dar oportunidade a todos os participantes nos Workshops da Althea de trocarem ideias, sentimentos, dúvidas, enfim, para poderem dar continuidade ao trabalho que foi iniciado naquele encontro com Althea Hayton. Aqui no Blog, do lado direito mais a baixo têm um botão de acesso ao grupo.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Jorge Palma

Tenho prestado atenção às músicas do Jorge Palma, e além da imediata empatia por muitas das melodias que me soam a algo conhecido, encontro nas letras várias referências que poderia atribuir empiricamente à sua irmã gémea perdida, por exemplo no tema "Encosta-te a mim", e "Estrela do Mar", entre outros.
Esta canção foi-me enviada por uma amiga que encontrou nela a expressão dos seus próprios sentimentos de gémea sobrevivente. Obrigada Diva!, a música é linda, vai directamente ao coração, e a letra ... está lá tudo.

Há tanto tempo espero por ti
Na solidão do meu lugar
Vem aquecer-me a cama
Traz flores p’ró jantar.

Sempre habitaste o meu coração
És a razão do meu fervor
Mas não te vejo a cara
Não sinto o teu calor.

Podes contar ao mundo
Como eu te procurei
Quando eu me for embora
Diz que te encontrei.

Mesmo que tu não sejas real
Ou sejas quem eu não previ
Hei-de inventar-te sempre
Hei-de esperar por ti.

Podes contar ao mundo
Como eu te procurei
Quando eu me for embora
Diz que te encontrei.

Quando eu me for embora
Diz que te encontrei...


Para ouvir a música clicar aqui e em play , e depois em retroceder para voltar ao blog.